Série: 13 Reasons Why

Aqui estamos. Não tenho muita experiência em séries, além de Friends, e Game of Thrones, essa foi minha terceira, e de tão impactada precisei escrever sobre ela.

Ok, talvez eu seja suspeita, afinal me envolvo com facilidade em livros e filmes porque não me envolveria com esta. E sou meio adolescente porque curto muita coisa desse tipo, então me julguem (mas assistam a série, please). Além de colegial, fala sobre bullyng, agressão, abuso, assédio, estupro, suicídio, preconceito, etc.

Para situar, a série foi lançada no final de março no Netflix e tem como produtora executiva (ou seja, financiadora) Selena Gomez, isso porque quem acompanha sabe que ela se identifica com a história. É baseada em um livro de mesmo nome da qual conta o drama de uma adolescente que comete suicídio e deixa fitas contando os 13 porquês (ou 13 pessoas) de ter chego a tal ponto. São 13 episódios de aproximadamente uma hora cada e eu simplesmente assisti tudo em um único dia. Será que sou ansiosa?

A série é contada sob a perspectiva de Clay (Dylan Minnette), um dos porquês da escolha cruel de Hannah (Katherine Langford). As pessoas citadas como motivo do suicídio recebem todas as fitas e devem ouvi-la e passa-la adiante para a próxima pessoa. Clay recebe a caixa com as fitas e a temporada é baseada nas ações e reações dele ouvindo o que a adolescente passou.

A garota passa por poucas e boas até cometer suicídio. Ela realmente só se fode a cada episódio. Alguns podem achar que a protagonista realmente exagerou no drama, ou o garoto exagerou no drama para ouvir as fitas, mas penso que esse é um dos motivos da série ter dado certo.

A narrativa intercala cenas do presente com cenas do passado, relembrando as coisas que Hannah passou, e os pensamentos de Clay. Achei muito bom o elenco e atuação de todos, em especial a do protagonista que é bastante intenso, passa realmente a emoção que deveria.

É um pouco assustador se colocar na história porque a menina meticulosamente conseguiu atingir todo mundo que causou a dor dela. Também é agoniante a lerdeza do garoto pra ouvir todas as fitas, assim como o fato de que ele é muito tímido, desajeitado, distraído (ele cai de bicicleta umas cem vezes) para esse papel. Mesmo assim eu gostei muito. Traz a perspectiva de todos os motivadores e como cada um reagiu de forma diferente, como esse suicídio pesou para cada um dos personagens.

Os temas abordados são de mexer com o psicológico de muitos, e digo mais, é bem real. Só que muitas pessoas ainda estão nessa fase de achar que é tudo um mimimi, que bullyng não existe, que estupro e suicídio são tabus. Acredito que a mensagem que a série passa é o mesmo que eu penso. Que estamos em outro tempo, outra geração, que as pessoas mudaram, que as doenças mudaram, que o mundo mudou minha gente. E sim existe bullyng que leva a morte, existe estupro que leva a morte, existe adolescente depressivo em todo canto e por tratarmos como mimimi existem adolescentes suicidas também.

Algumas cenas são um pouco pesadas, em especial a que mostra o suicídio (que eu não consegui ver na primeira vez). São chocantes, mas são tão reais, que é difícil não se envolver. São cenas que você sabe que existem, mas que não vai querer ver.

É uma questão forte, que alerta a todos que somos diferentes um dos outros, e que uma pequena palavra pode não significar nada pra alguns, mas pode ser o estopim para outros. Somos diferentes, temos problemas diferentes, sentimos diferente e reagimos diferente. Temos que aceitar essas diferenças sem julgar e sem menosprezar. E sabe o que cura isso? Empatia, respeito, solidariedade e sobretudo amor.

Mais amor por favor!

PS: Fiz um comentário pra algumas pessoas de que se alguém passando por problemas assistir essa série pode causar duas reações: ou a pessoa imediatamente procura ajuda, ou ela cria coragem para o pior. Assim como os CVV’s (Centro de Valorização da Vida) tem recebido muito mais ligações de ajuda por causa do sucesso da série que tem incentivado a pedir ajuda, também existem casos contrários. Infelizmente já soube de uma pessoa perto de mim que reagiu da segunda forma. Então se ajudem, não ignore o sentimento e a emoção dos outros, tente ajudar e não seja um motivo.

Vejam o trailer (e a série também). Dizem que haverá uma segunda temporada, apesar de não haver livro. O final é aberto pra isso, e o sucesso que está fazendo também. Talvez não seja tão legal quanto essa primeira.

 

Bjus!

Links bacaninhas 3

Aloha! Vamos aos 5 links que me chamaram atenção nos últimos dias? Para quem ainda não viu, é uma pequena lista de coisas aleatórias que vejo pela infinita internet e acho bacana compartilhar com vocês. Então segue abaixo um resuminho e os links bacaninhas:

  • Já esqueci como cheguei nesse post AQUI, mas ele vai te fazer acreditar em astrologia. Sim, deu certo comigo kkk. Não que eu não acreditasse, só não conhecia bem, e costumava ler horóscopos para comparar com a realidade. Mas a Isabella (já tô íntima porque acompanho ela 24 horas em todas as redes sociais, ela dá muitas dicas, pra quem gosta eu recomendo), consegue esclarecer muitas coisas no blog dela.  Dei uma pirada no início com tanta informação. Depois de descobrir isso tenho lido muito sobre o assunto e inclusive já tenho uma leitura de mapa astral marcada com o pai dela hahaha
  • Esse post com Comidas em Miniatura é a coisa mais fofa do mundo. Amo coisas mini, e achei incrível essa delicadeza gente. São comidas reais em miniatura, dá pra acreditar?

  • Fica aqui uma alerta: esse link é só pra quem já assistiu o filme La La Land, pois CONTÉM SPOILER. É uma reflexão sobre o final do filme, da qual me identifico muito. Fala sobre valorizar as pessoas que cruzam sua vida, e o quanto elas contribuem para tornar quem você é hoje.
  • Aqui tá um texto que toda menina deveria ler. Confesso que nunca fui muito boa com autoestima (pelo começo da frase deu pra perceber né) Mas aqui está um pouco do que aprendi sobre autoestimaEstou em treinamento 😀
  • Para fechar uma musiquinha né gente. No último post de links bacaninhas eu indiquei o fofinho Shawn Mendes (estou trapaceando incluindo um link extra kkk). E hoje indico outra good vibes que é o Tiago IorcPra mim essa música é uma boa reflexão do que vivemos atualmente no mundo. Segue o baile.

E aí curtiram?

Bjus!

Testei: Idéal Soleil efeito base Vichy

Helo!

Em tempos de sol forte o protetor solar se torna nosso maior aliado (deveria ser o ano inteiro, mas ok). O post vai ser jogo rápido sobre esse protetor que usei: o Idéal Soleil efeito base FPS 30 para pele mista a oleosa. A Vichy promete toque seco, efeito mate e uniformizador, absorção imediata e alta proteção solar.

A textura dele é líquida e parece leve, mas na hora de aplicar me pareceu uma tinta. Só depois de bem aplicado e absorvido é que fica bom e dá uma uniformizada sim. Achei que a cor se adaptou bem ao meu tom de pele, e acredito que não deve ser diferente para a maioria.

A cobertura é boa, ideal para o dia a dia. Tenho a pele bastante oleosa então a parte do toque seco não foi 100% pra mim, o controle de brilho é como de uma base comum. Também achei que transfere bastante com o toque mas a proteção é super válida.

Gostei do produto, pois é uma mão na roda para a rotina, além de proteger a pele dá aquela disfarçada. Durante o dia pode ser reaplicado ou se preferir só reduzir o brilho da pele é só usar um pózinho haha.

Já usaram algum protetor com cor? Conta aí!

 

Mensagem: Resilência

Olá migos!

Apesar de ser o dia internacional da mulher a mensagem de hoje nada tem a ver com a data, e sim com um momento de da vida em que estou muito introspectiva, resilente e pensante rsrs. Acredito que nada é por acaso e tudo na vida tem algum ensinamento, seja pra nós ou para alguém ao nosso redor. Li esse texto outro dia e se encaixou exatamente com o que penso, então resolvi compartilhar.

É possível que todos nós em algum momento de nossas vidas, já sentimos a frustração e o sofrimento por desejar o bem a quem amamos, porém dependendo das circunstâncias da vida, estamos ou somos impotentes. Ser impotente significa que a mudança do curso da situação atual não está em nossas mãos, não temos o poder, o domínio, o controle, pois não vivemos a vida do outro, mas nos preocupamos genuinamente, isso pode gerar profunda tristeza.

Quando amamos alguém e nos preocupamos genuinamente, mergulhamos de cabeça nos problemas do outro, tentamos ajudar com conselhos ou dependendo do grau de engajamento, podemos tentar fazer muito mais do que apenas aconselhar, podemos até fazer planos pelo outro, planos que almejamos que o outro abrace e faça acontecer, porém por inúmeras vezes, isto não é concretizado, por quê?

Precisamos nos conscientizar que aquilo que pensamos ser bom para alguém, foi idealizado por nós baseado na nossa verdade, na nossa forma de enxergar o mundo, nas nossas vivências e experiências. Desta forma, aquilo que pensamos ser libertador para o outro, pode fazer sentido somente a nós mesmos. Enquanto que para o outro pode ser algo desconhecido e completamente distante.

Talvez o outro ainda tenha que viver por si próprio, tenha que sofrer seus próprios tropeços e deslizes no caminho natural do seu aprendizado e evolução. Algumas pessoas apenas reclamam e nos buscam para desabafar, podemos ser como válvulas de escape, ouvimos, aconselhamos e esperamos atitudes que nunca se concretizam e ficamos chateados sem entender como é possível. É possível sim! Porque o outro somente tomará uma atitude quando algo mudar dentro dele. Enquanto isto não acontecer, tudo que dissermos é muito nebuloso e até mesmo impraticável…

Para que algo mude dentro do outro, ou seja, transforme a sua essência, é necessário a vivência, a experiência e por fim o aprendizado que impulsionará as atitudes. Enquanto isso não se efetivar, não adianta querer que o outro enxergue com os nossos olhos, porque ele não enxergará e nós nos frustraremos, provavelmente pensando que ele não nos dá ouvidos. Pode ser que ele nos ouça, mas sem mudar sua essência, não haverá o gatilho que impulsionará a atitude, a mudança.

Portanto, não espere que o outro absorva totalmente sua visão de mundo e a aplique em seus próprios problemas, pois cada ser tem sua própria trajetória e consequentemente sua própria evolução. Não se cobre tanto, não sofra e aceite a ser responsável apenas pela sua parte, aquilo que lhe é possível fazer.

Escrito por Fabiana Dainese Mauch no site Resilência

 

Fime: La La Land – Cantando Estações

Vim do cinema pra casa pensando em como escrever. Estou num estado de animação pós-filme que preciso tomar cuidado para não dar spoiler. Mas vamos lá!

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Quem acompanha o blog sabe que tenho um pequeno tombo por Ryan Gosling, portanto não poderia deixar de assistir (as cenas em que ele toca piano são lindas). Quando soube do filme achei que seria como outro romance qualquer, mas então a medida que foram saindo algumas notícias na mídia sobre as gravações, os trailers, depois seu favoritismo no Globo de Ouro e agora com 14 indicações ao Oscar, realmente me surpreenderam e não podia perder.

Se pudesse resumir em quatro palavras seria: musical, artístico, romântico e sonhador.
Claro que só assistindo mesmo para entender, mas já adianto que sim é totalmente musical, portando se você não curte esse estilo, ou pelo menos não é aberto a entendê-lo, não vai gostar. E já vai descobrir isso nos primeiros 10 minutos de filme.
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O longa conta a história de Sebastian (Ryan Gosling) um pianista amante de jazz, e Mia (Emma Stone) uma aspirante a atriz que trabalha em uma cafeteria dentro de um estúdio de filmagem. Ambos estão iniciando a busca por seus sonhos em Los Angeles quando se apaixonam e juntos tentam fazer o relacionamento dar certo em meio as oportunidades que surgem em suas carreiras.

Sebastian tem uma personalidade muito peculiar, demonstrando sempre otimismo com relação aos objetivos e sonhos que pretende realizar, mas no fundo acaba se frustrando pois acredita num gênero musical aparentemente em decadência. Enquanto Mia só leva não nos testes que faz para conseguir algum papel, se colocando cada vez mais pra baixo, mas é delicadamente encantadora.
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Cada etapa da história acontece numa estação do ano. O filme não tem nenhum grande ápice, a história toda é um romance um tanto clichê mas ao mesmo tempo interessante. A música é extremamente presente, e há muita imaginação também. Muitas cenas dão ar de nostalgia, de tempos antigos, ao mesmo tempo que existem carros, celulares e laptops dos tempos atuais. As cores também chamam bastante atenção, em todos os cenários muita luz e vibração.
Ryan e Emma tem uma sintonia muito boa em cena, e um personagem completa o outro. O desfecho final é emocionante e realista. Causa um misto de tristeza e felicidade, e posso dizer que uma lição que o filme dá é: não desista de seus sonhos, persista.
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Acredito que os prêmios já conquistados (7 Globos de Ouro uau!) e as indicações ao Oscar por esta obra, devem-se ao fato de que é um belo filme. Não tem nenhum grande efeito especial de Hollywood, não tem nenhuma história melodramática (mas tem uma participação de John Legend rsrs), é um filme musical que lembra os velhos tempos de uma maneira muito suave e gostosa.
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Entendo que existe uma parte do público que assiste por curiosidade, por causa das indicações, por causa do que a mídia diz, dos atores que são conhecidos por filmes legais, e acabam se decepcionando. Mas para assistir é preciso se deixar contagiar. E sim no início você pode pensar que é um High School Musical, mas definitivamente não é. Eu adorei!
Ainda está em cartaz nos cinemas. Assistam! O filme foi indicado a 14 categorias do Oscar, se igualando historicamente ao Titanic e A Malvada. Aguardamos a premiação que acontece em 26 de fevereiro.
E você que já assistiu, comente! Gostou? Conte o que achou desse filme.
Bjus!

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Para inspirar esse início de ano, alguns links para começar bem.

  • Me identifiquei muito nesse post com 24 ensinamentos que 2016 me deuApesar de não ser de minha autoria, bateu muito com alguns momentos do meu ano, principalmente o 11. Estou vivendo e aprendendo.
  • Estou amando Shawn Mendes e provavelmente vocês o verão aqui outras vezes. É um novinho fofinho que está fazendo o maior sucesso e você já deve ter ouvido. Essa é uma das músicas que ouço no fone no último volume e cantando (coitados dos meus vizinhos rsrs).
  • Confesso que sou meio estranha e super adorei o Dicionário das tristezas obscuras, que é um dicionário de palavras novas, palavras inventadas para sentimentos que não temos palavras pra explicar. Por exemplo: 10. Ellipsism: Uma tristeza por não ser capaz de saber como a história vai terminar.
  • Para você que curte coisas fofas, siga o Cute Emergency no Twitter e você verá os catioros mais legais e fofineos do planeta. Uma dica: acesse no café da manhã pra animar o dia.

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  • A crônica de um grande erro narra a breve história de Tia Chinwe, contada por uma sobrinha muito esperta. Esse texto é um pouco extenso e também é tenso (vejam só que bela rima), mas fala muito bem sobre se transformar na pessoa que os outros querem que você seja. Sobretudo a mulher ser como a sociedade quer que seja, e não como você sente ser. Fala sobre nos moldarmos para agradar o mundo, sobre o problema que é a sociedade nesse sentido. Reflitam.

Bjus!

Moda: Greenery

Depois do Rose Quartz (que aliás comprei algumas peças nesse tom esses dias), a cor do ano escolhida pela Pantone para 2017 é o Greenery. Segundo a fornecedora profissional de padrão de cores, o tom de verde fresco lembra a natureza e o ar livre, remete ao início da primavera e a restauração e renovação. A cor é basicamente um verde musgo com um tom de amarelo, e promete ganhar os looks do próximo ano.

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A cor que lembra uma tonalidade de suco verde, já surgiu nas passarelas dos principais estilistas como Emilio Pucci, Michael Kors e Balenciaga, e pode ganhar ainda mais espaço no mundo da moda com as coleções que chegam as lojas em março.

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E aí gostaram da cor? Vão aderir a moda para o verão?

Bjus!