Mensagem do dia: Eu achava que o choro era ruim

Oi gente,

Todas as pessoas passam por altos e baixos na vida, é o equilíbrio normal das coisas sabe, se  não fosse assim, que graça teria a vida?

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Bem, vou confessar que ontem eu a Iara estávamos numa conversa longa e reflexiva por várias horas, hahaha, isso acontece com a gente as vezes.  E abrindo meu e-mail (como faço diariamente) me deparei  com um que me chamou tanta atenção naquele momento, em meio as nossas conversas, que eu não tive coragem de abrir. O título é: Eu achava que o choro era ruim; hoje tomei coragem e abri o tal e-mail, reflexão pura sobre esses momentos da vida, altos ou baixos, em que cada pessoa e só ela é capaz de saber o que passa e de quanto tempo precisa para que possa voltar ao equilíbrio, e o que nos resta? Acolhe-la…

O post de hoje é dedicado à uma amiga que eu tenho muito apreço, admiração e tantas outras coisas boas e positivas (e não, embora eu sinta todas essas coisas pela blogueira amiga, não é para a Iara, rsrs). Sei que as vezes sou dura nas palavras, mas o que desejo é que se sinta acolhida e não julgada.

Compartilho o e-mail que recebi para que todos possam refletir sobre esses momentos:

 Eu achava que o choro era ruim

 A experiência de uma mãe e seu bebê nos traz reflexões muito profundas e importantes. Diz-nos ela:

É que eu achava que o choro era ruim. Eu achava que o choro tinha que parar. E acho que é isso que aprendi: não precisa.

Existem, sim, motivos para o choro: desconforto de temperatura, fome, fralda, refluxo, doença, sono. Mas existe o choro que não cessa após checar tudo o que pode estar errado.

E esse choro, que pode durar horas até, esse choro não é errado. E se hoje eu pudesse rever esses dias de maternagem, talvez me preocupasse menos em silenciar o choro de minha filha e mais em acolher suas lágrimas.

Talvez eu me focasse menos em ficar dizendo “shhhh”, balançando Clarinha de um lado pro outro do quarto, tentando todas as táticas possíveis, me sentindo incapaz de consolá-la, e decidisse aceitar o seu choro, sua voz, como eu procuro aceitar a de qualquer amigo que me procura em prantos.

Entender que não se pode resolver a dor do outro, mas sempre se pode acolhê-la. Entender que o choro às vezes não é dor, mas adaptação a esse mundo de sons, cheiros, luzes e pessoas, a que o bebê não está acostumado. Entender que, quando não se fala, não se balbucia e não se gesticula, só existe o choro como comunicação.

E quantas vezes as minhas tentativas de cessar o choro me impediram a verdadeira conexão com a minha filha?

O quanto o simples ato de abraçá-la e permitir que ela chorasse o que precisava, sabendo que eu estava ali com ela, presente, integralmente presente, sem procurar distraí-la, teria sido tão ou mais eficiente do que tentar táticas e truques para ela parar de chorar?

O quanto aquele choro não era um pedido por mais presença com intenção e coração, uma necessidade de dar um basta nas incômodas visitas pós-parto, um desejo de proximidade e o luto pela separação de não estar mais dentro de mim, segura e protegida?

Choro é emoção. Não quero ensinar a ela que o choro é errado. Que as emoções são erradas, que sentir é inadequado. O choro é normal.

*   *   *

Se percebermos bem, adquirimos este hábito de fazer tudo para que o choro cesse o quanto antes. Tanto o nosso chorar como o de alguém que nos é caro.

O choro é incômodo, é constrangedor, em nossa cultura, e ele precisa ser represado com uma urgência e um desespero injustificáveis – se pensarmos bem. Não paramos para pensar que o choro tem seu momento. É algo que precisa sair e precisa de tempo para isso.

Melhor para fora do que para dentro, disse alguém, um dia, consolando uma pessoa que se desculpava por não ter conseguido segurar as lágrimas. Sim, nós pedimos desculpas por nos emocionarmos… Muito estranho. Como se fosse sinal de fraqueza.

Chorar é bom. Chorar é importante. Chorar é terapêutico. Aqueles que guardam anos e anos de lágrimas constroem doenças para si. É isso mesmo: ficamos doentes porque represamos emoções.

E no que diz respeito à dor do outro, que muitas vezes não conseguimos resolver, que às vezes teríamos vontade de tirar com as mãos se pudéssemos – quando é de um filho, de um pai, de uma mãe – essas dores podemos acolher. Podemos compartilhar lágrimas e dizer: Estou com você.

Acolher o choro de alguém sempre será gesto profundo de amor.

 — — —

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A cada um que hoje passa pelo seu “baixo” saiba que em breve será “alto” novamente, e não posso dizer que não virão outros baixos porque muito provavelmente virão, mas em verdade, sorrir, pensar positivo e seguir em frente é o caminho mais rápido (e feliz) para que os dias sigam e sejam melhores. Pense em quantas pessoas nesse mundo estão em situações muito piores que a sua e que você até poderia ajudar. Agradeça por mais um amanhecer, agradeça pela sua família, agradeça pela saúde, moradia e comida na mesa.

Procure ver o lado bom das coisas, por mais ruins que elas pareçam, tem sempre algo que vá ser positivo para sua vida, seu crescimento, sua mente e principalmente para o seu coração.  😀

Beijinhos, Aládia :**

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